O novo Breakfast Club??

O mercado de apps é dinâmico, o que torna necessário apresentar um diferencial atrativo o suficiente para captar a atenção de um público que é bombardeado diariamente com o que aparentam ser infinitas opções. Foi através do uso do áudio e da exclusividade que o app Clubhouse bombou e deixou muitos intrigados! Se engana quem vê o aplicativo como “mais uma daquelas invenções de redes sociais”...


Lançado em abril de 2020, passou 10 meses rodando com um restrito grupo de pessoas e chegou ao Brasil em fevereiro de 2021. A rede social, que por muito tempo contou com 1.500 usuários e um valor de mercado de 100 milhões de dólares, passou a contar com mais de 6 milhões de usuários e um valor aproximado de 1 bilhão de dólares de uma hora para a outra!


Focado em conversas por áudio em que os usuários podem criar salas de discussões sobre os mais diversos assuntos - entretenimento, marketing digital, economia, life coaching, entre muitos outros -, a rede se tornou em poucos dias uma espécie de LinkedIn: muitos profissionais enxergaram uma nova forma de fazer networking. O uso dos tais convites para entrar na rede causaram burburinho, afinal, não era só baixar o app; você precisava ser convidado ou ter a entrada liberada por algum dos usuários. Desta forma, se construiu um sentimento único e especial em estar dentro do Clubhouse. Aquela velha necessidade nossa de “pertencer”, “fazer parte”, “ter uma tribo”, sabe?


A proposta do app é criar um ambiente descontraído - um verdadeiro bate-papo. Elon Musk, Oprah Winfrey e outras celebridades se apresentaram mais disponíveis do que nunca - mesmo que o áudio não seja aberto a todos os participantes da sala, é possível fazer perguntas e interagir com grandes nomes.


Já foram levantados pontos que divergem da ideia de criar um espaço democrático para o compartilhamento de experiências - para começar, usuários de Android não podem fazer o download do app. Já a falta de atenção para pessoas com deficiências levantou debates - pessoas surdas não conseguem utilizar o aplicativo, já que não existe uma legendagem ou algo do tipo. A escritora Paula Pfeifer se manifestou em suas redes sociais e levantou essa problemática da falta de acessibilidade: “pessoas com deficiência são acostumadas a ser invisíveis”. Lamentável que, em pleno 2021, mesmo depois de 09 meses rodando, os criadores do aplicativo não tenham pensado nisso, né?


É importante entendermos - ou ao menos tentarmos - o que essa tendência do áudio significa para o mercado como um todo. Em 2005, Steve Jobs comentou que Podcasts seriam a “nova geração do áudio” (o que foi bombar uns 10 anos depois, mostrando Jobs mais uma vez como um visionário). Por mais que o Clubhouse não seja neste exato formato, podemos até considerar a rede como um “podcast espontâneo''. Estamos acostumados com redes sociais que se apoiam no texto, como o Twitter, ou até mesmo em imagens, como o Instagram, então o que nos fez mudar de interesse tão facilmente?


Alguns especialistas apontam que a interatividade e o tom descontraído são os maiores atrativos para o usuário, que se sente em uma sala trocando ideias com pessoas que até pouco tempo estavam completamente distantes de seu cotidiano. Ainda é possível relacionar o áudio a algo mais íntimo - através dele, conseguimos entender melhor os tons da fala: se foi uma piada, um assunto mais sério ou até mesmo algo sarcástico. Aparenta mais verdadeiro e menos distante, sabe?

O novo aplicativo Clubhouse une traços da antiga internet, através do uso do áudio, com o imediatismo da internet atual de forma estratégica e convincente. O mercado nos surpreende cada vez mais, muitas vezes remetendo à simplicidade, como é o caso do uso do áudio - já estamos acostumados com o rádio e até mesmo com os podcasts, por exemplo. Como podemos inovar através de um olhar para o simples? Entender o mundo e suas novas demandas?


Para transformar através de uma visão crítica do mercado, é necessário estarmos sempre dispostos a aprender, a ter contato com novas técnicas e nos mantermos atualizados!


E você, já está no ClubHouse?


Para nós, a questão agora é como monetizar pelo aplicativo! Como será a atuação das marcas? Será que teremos chats “pagos”? “Patrocinados”? #Ansiosos !!!!




Fontes:

https://veja.abril.com.br/tecnologia/dez-perfis-de-personalidades-que-vale-a-pena-seguir-no-clubhouse/

https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2021/03/04/que-som-e-esse-a-era-dos-apps-de-audio-chegou.htm

https://www.uol.com.br/tilt/colunas/ricardo-cavallini/2021/02/06/clubhouse.htm

https://www.bbc.com/portuguese/geral-56106442

https://forbes.com.br/forbes-money/2021/02/o-sucesso-do-audio-por-que-o-clubhouse-explodiu-no-brasil-nos-ultimos-dias/

https://www.poder360.com.br/nieman/aplicativos-de-audio-como-o-clubhouse-exploram-o-antigo-apelo-da-voz-humana/#:~:text=O%20Clubhouse%20combina%20a%20estrutura,era%20de%20ouro%20do%20podcast.

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