A onda do veganismo


O estilo de vida baseado na redução ou restrição de produtos de origem animal cresce mais rapidamente a cada ano, colecionando mais adeptos de forma gradual: só no Brasil, o número de vegetarianos aumentou 75% em 2020 em relação a 2012. São muitas as vertentes, todas com o mesmo objetivo: promover saúde, sustentabilidade e ética animal.

Vegetarianos e veganos: esses são os protagonistas da nova era \o/

Apesar dos dados significativos, a Associação Brasileira de Supermercados afirma que a oferta de produtos e serviços voltados para essa parcela no país ainda é escassa. O movimento por ano é de apenas R$ 15,3 milhões, concluindo que esse mercado, no Brasil, não sabe lidar com a demanda :/

Até 2017, existiam somente 240 redes vegetarianas e veganas em todo o país. Em estabelecimentos não-vegan, geralmente há pouca variedade de opções para essa parcela crescente da população. A oferta, menor que a demanda, provoca o aumento no valor dos produtos disponíveis, acarretando na dificuldade de muitos em seguir com a dieta.

Aproximadamente 30 milhões de brasileiros se consideram vegetarianos ou veganos; ou seja, o mercado de consumidores que não utilizam produtos de origem animal alcançou uma proporção incapaz de ser rejeitada. Por conta disso, grandes marcas como McDonald’s, Burger King e Nestlé estão investindo cada vez mais em produtos veggie!!! #HereWeGo

É esperado que essa tendência ganhe mais força no Brasil nos próximos anos, sendo uma divisão em alta, até para empresas de atuação no mercado animal. Inclusive, a maior companhia de carne bovina do mundo, a JBS, está indo em sentido a favor do movimento. A Seara, um de seus segmentos, já fornece uma quantidade significativa de produtos veggies, como lasanhas; hambúrgueres e aperitivos. Cadê nossos queridos alunos que trabalham com desenvolvimento de novos produtos? É aqui que vocês entram!!!

Comida industrial, vegan ou não, sempre foi enaltecida. A indústria de alimentos, desde o pós-guerra, substituiu o hábito de cozinhar naturalmente por meio da tecnologia, produzindo enlatados, congelados etc. Assim, os processados dominaram a alimentação cotidiana, gerando um verdadeira lavagem cerebral gastronômica.

Ser adepto do veganismo/vegetarianismo e entregar-se às propostas tech resolvem uma questão com respeito aos animais. O verdadeiro impeditivo, porém, continua sendo a baixa visibilidade do movimento junto da oferta reduzida de produtos e estabelecimentos que ofereçam opções por preços justos para que todos possam escolher e desfrutar deste estilo de vida. A reforma do sistema comercial e gastronômico precisa ser realizada de forma que atribua a todos as diferentes opções de consumo :)

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