Chegamos lá! Somos um país mobile only, segundo pesquisa

71 milhões de brasileiros acessam a Internet somente pelo celular

Fonte: Cetic.br

E esse grupo representa 56% do total de 126,9 milhões de usuários de internet na nação inteira (indivíduos que acessaram a web pelo menos uma vez nos últimos três meses), de acordo com a pesquisa TIC Domicílios 2018, lançada nesta última quarta-feira (28), pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Outros 51 milhões (40%) se conectam tanto pelo mobile quanto pelo computador; e, em torno de 4 milhões (3%) o fazem somente por meio de computadores. O destaque, ainda, fica para o aumento de conexões permanentes dentro das zonas rurais, onde metade do público já conta com internet por assinatura (49%).

O crescimento no número de brasileiros conectados foi devido, principalmente, às pessoas nas faixas D/E da sociedade - apenas 30% delas fazia uso da internet nos três meses anteriores ao estudo de 2015, muito menos que os 48% coletados em 2018. Esse alcance também se tornou mais popular na classe C, na qual subiu de 63% em 2015 para 76% no ano passado. Segundo as estimativas, praticamente, toda família tem, pelo menos, um smartphone!

Há de se levar em conta, também, fatores como a oferta de aparelhos celulares a valores bem mais facilitados, e a melhoria generalizada na implementação de soluções físicas e nas redes das operadoras de telefonia - que atualmente chegam aos lugares mais distantes e remotos, permitindo que novos consumidores possam adquirir tais serviços.

Em cidades menores e regiões periféricas, por exemplo, as "poderosas" da internet fixa não conseguem oferecer um bom nível de qualidade, permitindo que empresas menores explorem essa oportunidade, muitas vezes com melhor tecnologia e preços menores.

Em 2015, 26% dos entrevistados utilizavam banda larga do tipo DSL, que é aquela que aproveita a base de telefonia fixa para prover internet, como acontecia com a Vivo e a Oi antigamente. O DSL caiu para 10% de participação em 2018, enquanto que a rede por cabo ou fibra óptica pulou de 24% para 39% no mesmo período.

Pela primeira vez, o levantamento questionou para quê o cidadão usa a internet. Como resposta, uma surpresa: os apps de transporte ganharam a preferência da população, com 32% dos cidadãos confessando que já solicitaram um motorista pela Uber, 99 ou por outro do gênero.

Demais aplicativos obtiveram menores resultados:

28% pagaram por plataformas de streaming como Netflix e Globoplay;

8% assinaram opções de música como Spotify ou Deezer;

12% realizaram pedidos de comida pelo iFood, Uber Eats e outros;

5% reservaram quartos ou acomodações pelo Booking, Airbnb e outros;

e 5% contrataram cursos pagos pela internet.

Nas próximas edições do estudo, é bastante provável que esses índices cresçam muito mais - afinal, a disponibilidade de ofertas pela web direcionará o público à contratação de pacotes de dados, residenciais ou móveis.

Agora, com relação à compra de produtos via e-commerce, as conclusões se mantiveram estáveis: 34% da amostra comprou alguma coisa pela internet (sendo que, em 2015, esse cômputo alcançou 39% - e foi o mais alto). O índice de quem pesquisou preços e serviços foi outro que permaneceu na mesma: 60%. No que diz respeito aos que compraram alguma coisa, 62% o fizeram em sites como Mercado Livre e OLX; o segundo canal mais procurado, foram as lojas de sites com 58% e, o terceiro, o WhatsApp, com 26%.

O TIC Domicílios 2018 pesquisou 23 mil domicílios em todo o territtório nacional entre outubro de 2018 e março de 2019 e pode ser consultado aqui.

Sobre o Cetic.br: https://www.cetic.br/

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