Esqueça os millennials! O foco agora é na geração ALFA (ou será, muito em breve!)

A primeira a ser 100% digital, com pessoas nascidas a partir de 2010 (o ano de lançamento do iPad e do Instagram)

Foto: freepik.com

Conhecida também como "Geração de Vidro" (por causa das telas), ou "Geração IA" (Inteligência Artificial), é inteiramente concebida no século 21 (vai até 2025), e possui o domínio da tecnologia como uma extensão da sua forma de perceber o mundo. Para ela, a era analógica é uma realidade bem (mas bem) distante (mesmo!).

As crianças "alfas", como são chamadas, distinguem-se das anteriores pelo fato de crescerem cercadas por máquinas inteligentes - como smartphones, tablets, robôs companheiros, assistentes de voz, brinquedos conectados a aplicativos, entre outras - e desenvolverem uma relação cada vez mais interativa e emocional com elas.

De acordo com o sociólogo australiano Mark McCrindle, que cunhou o termo globalmente, haverá, ou melhor, já está havendo, 2.5 milhões de nascimentos de alfas por semana ao redor da Terra, o que resultará num grupo de mais de 2 bilhões de pessoas quando os seus últimos integrantes forem gerados. A maioria, justamente, em países emergentes e em desenvolvimento, com prováveis melhores perspectivas que seus pais e avós.

Segundo o especialista, eles serão mais independentes e apresentarão maior capacidade de resolução de problemas que os seus antepassados, além de serem mais inteligentes - no sentido do estímulo, visto que o acesso à tecnologia favorece a aprendizagem, pois a informação, de modo geral, é muito mais "aberta" que em épocas anteriores.

A tendência é que essa geração, embora seja criada em famílias nas quais os papéis sociais estejam mais distribuídos, com tarefas compartilhadas e maior presença paterna, tenha menos interações pessoais e menor intercâmbio de linguagem, principalmente em função da onipresença dos recursos high tech, que vêm desde a vida dos seus pais. Com o tempo, isso poderá até provocar mais problemas de intercomunicação oral do que há uma década, assim como maior incidência de transtornos oftalmológicos e de déficit de atenção, causados pelo longo tempo dispendido em frente à tela de um monitor.

Além disso, ela será "fiscalizada" a todo momento através de wearable technology, como monitores de saúde, de reconhecimento facial e de voz etc. A quantidade de dados acumulados sobre ela será possivelmente imensa, e as empresas precisarão saber organizá-los e interpretá-los adequadamente para desenvolver estratégias de curto, médio e longo prazos. Ambas realidades virtual e aumentada farão parte desse novo cotidiano no qual estará inserida, inclusive, para executar atividades simples como uma compra de supermercado.

Esses novos pimpolhos do futuro (atual) mostrarão uma maior necessidade de escolher e de tomar decisões no seu dia a dia, especialmente pela internet, uma vez que, na vida presencial, seus cuidadores lhes darão poucas chances de decidirem por si mesmos. Espera-se, assim, que plataformas como o YouTube tenham muito mais sucesso: ao navegar pelos vídeos, eles conseguirão optar por quais assistir e em qual momento parar ou pular para outro, por exemplo. Alguns especialistas acreditam que certas características encontradas na Geração Z (de meados dos anos 90 a 2010) se tornarão mais proeminentes na dos alfas, tipo o movimento ao multiculturalismo e à desintegração dos gêneros.

Hoje em dia, os "alfinhas" já são responsáveis por guiar boa parte das decisões do lar! Conforme uma pesquisa conduzida no mundo inteiro pela OnePoll - a pedido da Hotwire, em julho de 2018 - a "Understanding Generation Alpha", com 8 mil "pais millenials" de filhos entre 4 e 9 anos, na maioria das famílias (65%), os pequenos influenciaram diretamente na última compra realizada; nos Estados Unidos, esse número foi bem maior, chegando aos 81%. Em torno de 31% dos pais disseram acreditar que, para os seus pequenos, a questão tech importe mais que brinquedos, férias ou pets, e 27% acabaram por recorrrer a eles para pedir opiniões antes de adquirirem uma nova TV, um laptop, um tablet ou um celular.

Produtos e serviços passarão a ser, portanto, cada vez mais personalizados para eles, respeitando as características envolvidas no desenvolvimento emocional e social de cada faixa etária. Os novos eletrônicos demandarão, também, equipes de criação multidisciplinares, com profissionais de diferentes áreas, a fim de que se garanta o bem-estar infantil - a comunicação necessitará, dessa forma, de conteúdos simples e diretos, respeitando sempre os direitos relacionados; afinal, não será mais sustentável a venda e comercialização de artigos sem assegurar a ética para esse público.

De qualquer maneira, o impacto do ritmo acelerado, das mudanças constantes, da ultraconectividade e da falta de contato físico segue longe de ser compreendido. É indispensável lembrar que a afetividade, a interação olho no olho, o toque e a conversa entre as crianças e os adultos são os ingredientes fundamentais para um crescimento saudável. Os novos meios de os novos meios de contato, então, hão de contribuir para exercer o lado humando de maneira mais eficaz, em um porvir certamente mais mecânico e tecnológico.

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